Eros, Bon Jovi e Wando
Criticamente, cabe dizer, antes de mais nada, que John Bon Jovi, apesar de sua ideologia pop e de seu rostinho de freqüentador do Balada Mix, não se difere do Wando em quase nada, estando sua pieguice, muito mais internacionalizada, apenas transcedendo o lar das domésticas para invadir e arrebatar os corações de jovens apaixonados. Em miúdos, cabe dizer que o amor, independentemente da imagem a que é associado, ou da maneira como é vinculado, não passa de uma coletânea inclassificável de músicas inesgotáveis, capaz de tematizar cada momento, lembrança ou gesto. Não é cabível avaliar a qualidade de uma música e muito menos se deter a detalhes quando uma temática como amor, universal e metafísica, é nobremente tratada de norte a sul do planeta e dos corações. A banalização a que tanto se alude é fruto de um hiato sentimental, da ausência de uma sensibilidade que não permite que se reconheça em um verso de música aquela história que só um olhar sabe contar ao outro, quando o pano de fundo é aquela gostosa solidão a dois. Enfim, a moral da história é a ética de nossos corações.
"Você é luz and thank you for loving me."
"Você é luz and thank you for loving me."

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