Bola de prata
Dizem línguas peaguenses, nem más nem boas, que devemos inverter clichês de modo a conferir originalidade ao texto. Como não gosto de conferir nada, atrevo-me a deixar que o "logo mais" me engane em vez de me meter a pretenso e recalcado tablóide no amanhã que se dará depois do restinho de hoje. Refiro-me, não categoricamente, ao jogo da seleção, como muitos de vocês não perceberam, simplesmente porque era impossível perceber.(embromation prende o leitor de raiva).
Como estratégia de segmentação, trago a inovação de um texto que não prevê, mas já desenvolve uma especulação que, suponhamos, poderia ser considerado plausivelmente previsível: a seleção perderá, logo mais, para a Argentina. Pode escrever. Aliás, escreva também o horário deste post para que ninguém ou nada, nem um Bug do Milênio retardado, consiga me desmentir e dizer que publiquei despois da partida. Sim, quero dizer convicto: o Brasil vai perder. E como deixei um pessimismo contundente para agora, deixarei os argumentos que terei, independentemente dos resultados, para depois. Mas que ele vai perder ele vai. É a minha teimosia infantil que está dizendo. Na verdade, dando uma palhinha de minha esquizofrenia nacionalista, sou convicto admirador do futebol argentino. A eficiência argentina, pouquíssimo expressiva em copas, aprecio muito. Por critérios fundamentalmente subjetivos, prefiro a técnica inabalável e constante de Verón, o espírito artilheiro e raçudo de atacantes como Bastistuta e Crespo, que mais do que o faro do gol sentem a necessidade de fazê-lo, e o futebol dopado e objetivo de Maradonna, a uma grande quantidade de jogadores meia-bomba(bombas inteiras,muitas vezes), que colocaram a amarelinha no currículo para que olhemos atônitos o feijão com arroz que não nos dá nem a sustância da vitória, nem a aliementação saudável e brasileira de um espetáculo do tipo setentino, convenhamos, há muito esperado. Adoro quando nossos rivais nos obrigam a puxar de nossa manga argumentos como "somos penta" e "temos o rei do futebol", no momento em que vencem de nós ou, como acontece na maioria das vezes, quando perdemos para eles. Não sou da esquerda do futebol, mas é por admirar o futebol brasileiro como cultura e ciência inerentes a essa galera dos trópicos que reconheço que já contamos com muita sorte desde que nosso futebol passou a se entender por gente. E os argentinos, pobres europeus subdesenvolvidos, já contaram com muito azar, desde que começamos a não os compreender(e tolerá-los) como gente. Não vou preferir aguardar nada. Quero que o "tabu dos pampas" se perpetue sim, justamente porque meu sangue é brasileiro e não desistirei nunca de dizer que nossa falta de seriedade é comprometedora, mesmo quando não comprometer a nossa coleção de títulos. Acho que não me queimarei se o Brasil der uma goleada ou, não descarto, se vencer sem convencer, como acontece na maioria das vezes. Tenho copas pela frente na manga. Elas permitirão que eu triunfe em relação à minha tese. Meu fracasso espistemológico não será lembrado, contudo, enquanto estiver vibrando, como qualquer brasileiro, com nossos gols e acasos. Afinal, argentino é argentino, e brasileiro é aquela coisa...
Como estratégia de segmentação, trago a inovação de um texto que não prevê, mas já desenvolve uma especulação que, suponhamos, poderia ser considerado plausivelmente previsível: a seleção perderá, logo mais, para a Argentina. Pode escrever. Aliás, escreva também o horário deste post para que ninguém ou nada, nem um Bug do Milênio retardado, consiga me desmentir e dizer que publiquei despois da partida. Sim, quero dizer convicto: o Brasil vai perder. E como deixei um pessimismo contundente para agora, deixarei os argumentos que terei, independentemente dos resultados, para depois. Mas que ele vai perder ele vai. É a minha teimosia infantil que está dizendo. Na verdade, dando uma palhinha de minha esquizofrenia nacionalista, sou convicto admirador do futebol argentino. A eficiência argentina, pouquíssimo expressiva em copas, aprecio muito. Por critérios fundamentalmente subjetivos, prefiro a técnica inabalável e constante de Verón, o espírito artilheiro e raçudo de atacantes como Bastistuta e Crespo, que mais do que o faro do gol sentem a necessidade de fazê-lo, e o futebol dopado e objetivo de Maradonna, a uma grande quantidade de jogadores meia-bomba(bombas inteiras,muitas vezes), que colocaram a amarelinha no currículo para que olhemos atônitos o feijão com arroz que não nos dá nem a sustância da vitória, nem a aliementação saudável e brasileira de um espetáculo do tipo setentino, convenhamos, há muito esperado. Adoro quando nossos rivais nos obrigam a puxar de nossa manga argumentos como "somos penta" e "temos o rei do futebol", no momento em que vencem de nós ou, como acontece na maioria das vezes, quando perdemos para eles. Não sou da esquerda do futebol, mas é por admirar o futebol brasileiro como cultura e ciência inerentes a essa galera dos trópicos que reconheço que já contamos com muita sorte desde que nosso futebol passou a se entender por gente. E os argentinos, pobres europeus subdesenvolvidos, já contaram com muito azar, desde que começamos a não os compreender(e tolerá-los) como gente. Não vou preferir aguardar nada. Quero que o "tabu dos pampas" se perpetue sim, justamente porque meu sangue é brasileiro e não desistirei nunca de dizer que nossa falta de seriedade é comprometedora, mesmo quando não comprometer a nossa coleção de títulos. Acho que não me queimarei se o Brasil der uma goleada ou, não descarto, se vencer sem convencer, como acontece na maioria das vezes. Tenho copas pela frente na manga. Elas permitirão que eu triunfe em relação à minha tese. Meu fracasso espistemológico não será lembrado, contudo, enquanto estiver vibrando, como qualquer brasileiro, com nossos gols e acasos. Afinal, argentino é argentino, e brasileiro é aquela coisa...

1 Comments:
Fala Cronem!!descobri seu blog hehe,vc adivinhou msm o resultado do jogo hehe,concordo com vc,a Argentina tem 1 timao. Ta de ferias?? Vamo marcar 1 fut??
Abraço!
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