Foucault só podia ser gay
A história é a procissão dos vitoriosos. Entretanto, com o tempo, triunfam os vencidos e a bandeira que ousam levantar em nome de si mesmos, em prol de suas vitórias diárias sobre a opressão que os estereotipa como esquerda, oposição e gauche, isto é, tudo aquilo que não é grego, ocidental, parnasiano, normal, padrão e controlável. Ser gauche não deveria ser coisa de anjo torto, tampouco de um Lúcifer que vomita suas mais profundas pretensões demoníacas. Ser gauche é coisa de encapetado, não de capeta ou de infelizes "descapetados" pelo sistema. Coisa de quem acha sua insanidade sã e individualmente louvável.
Felizes dos diferentes que, muito menos que gozar a grandeza de uma genialidade abafada, vivem uma vida que ninguém vê, porque sua vida é morta antes, na ideologia anti-cazuziana de cada um. Bacanas e legais(em sentido coloquial, evidentemente) são aqueles que querem ser diferentes, que dão - mesmo sem querer - variedade ao mundo com a sua estranheza, que pintam para si o cabelo da cor dos seus sonhos, e que vêem no grupo um espaço para sua identidade, nunca, jamais, mai, never, para sua identificação. Os símbolos sociais são rótulos que nos prendem em relação ao que podemos ser, ao que queremos poder. Eles são por nós. São aquilo que o cotidiano não nos mostra: o purgatório na terra para um paraíso que não chega. Não é necessário fugir deles. É determinante que não nos sintamos aprisionados.
(Exatraído de mim)
Acho que devemos viver bem essa vida, da maneira como nos foi dada e do modo que quisermos. Não sabemos como vamos ser penalizados quando chegarmos ao céu dos outros.
Felizes dos diferentes que, muito menos que gozar a grandeza de uma genialidade abafada, vivem uma vida que ninguém vê, porque sua vida é morta antes, na ideologia anti-cazuziana de cada um. Bacanas e legais(em sentido coloquial, evidentemente) são aqueles que querem ser diferentes, que dão - mesmo sem querer - variedade ao mundo com a sua estranheza, que pintam para si o cabelo da cor dos seus sonhos, e que vêem no grupo um espaço para sua identidade, nunca, jamais, mai, never, para sua identificação. Os símbolos sociais são rótulos que nos prendem em relação ao que podemos ser, ao que queremos poder. Eles são por nós. São aquilo que o cotidiano não nos mostra: o purgatório na terra para um paraíso que não chega. Não é necessário fugir deles. É determinante que não nos sintamos aprisionados.
(Exatraído de mim)
Acho que devemos viver bem essa vida, da maneira como nos foi dada e do modo que quisermos. Não sabemos como vamos ser penalizados quando chegarmos ao céu dos outros.

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